Não haverá concursos em 2016? Verdades e mitos!


Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade; um otimista vê uma oportunidade em cada dificuldade.” – Winston Churchill


O Governo Federal anunciou, na tarde desta segunda-feira (14/09), o corte no orçamento da União para o exercício do ano de 2016. Segundo os Ministros de Estado da Fazenda e do Planejamento, Joaquim Levy e Nelson Barbosa, haverá a suspensão dos concursos a serem abertos no plano federal até agosto de 2016. A medida resultaria em um caixa positivo na casa do R$1,5 bilhão. Aí é a hora de os concurseiros se desesperarem! Mas, calma! Podemos mostrar o que isso trará de benefícios para aqueles que realmente herdarão a tão promissora carreira pública.


O primeiro ponto a ser ressaltado é que as medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional. É possível que isso ocorra, mas, obviamente, devemos analisar o contexto como um todo. O governo conta com um quadro defasado de servidores, muitos em condições de se aposentarem e, levando em consideração que houve também o anúncio no corte do abono permanência, que paga para que os servidores em condições de requererem a aposentadoria continuem trabalhando, muitas vagas ficarão abertas e precisarão ser preenchidas.


Há o mau costume de, quando se anuncia algum corte em gastos, colocar na lista os concursos públicos. Tolice, porque o governo não pode contratar sem concurso, uma vez que, todos os anos, há aposentadorias, falecimentos e exonerações que precisam ser repostas, já que o país está em franco crescimento populacional, o que demanda mais servidores. Parar os concursos é estancar o país. Inúmeros órgãos do Executivo Federal encontram-se deficitários em número de servidores e, se não houver concurso, a máquina irá emperrar e reduzir a prestação de serviços ao contribuinte.


Vamos enumerar alguns: as Agências Reguladoras estão necessitando, urgentemente, de concursos; no INSS, já existem 10 mil servidores em condições de aposentadoria; a Receita Federal conta com 10 mil auditores, metade do ideal e 600 aposentam-se anualmente; o MTE apresenta déficit de 5.000 auditores; a DPU utiliza mão de obra de 2 mil estagiários e o Banco Central está com déficit de 37% de funcionários, o que está sendo considerado o maior em 40 anos. Recentemente, o IBGE foi obrigado a cancelar pesquisa em função do drástico corte financeiro e da redução no preenchimento das vagas necessárias. O INCRA perdeu 2.500 servidores. A CGU necessita de 5.000, entre analistas e técnicos e o INCA terá que manter pessoal terceirizado até o fim do ano, para garantir o atendimento à população, visto ser referência em tratamento oncológico no país. Os concursos públicos são e serão, sempre, excelente alternativa de emprego e não podem ser afetados pela crise.


A suspensão é parcial! O Poder Judiciário, o Poder Legislativo, o Ministério Público e a Defensoria têm autonomia orçamentária. O Executivo não tem poder para determinar suspensão de concursos em outros Poderes ou no MP. O Executivo Federal não tem ingerência sobre os Estados e os Municípios. Os Estados da Federação e os Municípios continuarão tendo concursos normalmente, pois também gozam de independência orçamentária. Empresas estatais e sociedades de economia mista, como Banco do Brasil, Correios, Caixa e Banrisul continuarão tendo que contratar novos empregados para manterem a competitividade. Ademais, precisam cumprir as decisões do TCU de substituírem terceirizados. Só há uma forma de fazerem isso: por meio de concursos públicos.


Isso já aconteceu antes? Sim, e o fato foi que quem não reduziu absolutamente nada em seus estudos saiu na frente, em meio a tantos outros que esperaram as vagas voltarem a surgir. Em 2011, por exemplo, o governo suspendeu a realização de concursos para conter gastos. Nos meses seguintes, no entanto, foram abertas exceções e as nomeações começaram a ocorrer aos poucos, bem como a abertura de concursos importantes para a nação. O ano de 2011 terminou com a liberação de 24.745 vagas apenas no Poder Executivo, o que acabou não sendo um corte tão agressivo como muitos esperavam. E mais, logo no ano seguinte houve uma chuva de seleções, com alguns dos concursos mais atraentes do funcionalismo público, como Senado Federal e Câmara dos Deputados. Sabe quem se saiu melhor neste meio? Os que não pararam, pois haviam adquirido tanto conhecimento que acabaram por escolher em que órgão iriam atuar. O governo não tem como evitar concurso por muito tempo, apenas adiá-los, jamais eliminados. Quem continuar estudando irá enfrentá-los melhor do que aqueles que, entristecidos, pararem de se esforçar. Para quem continuar estudando, sob certo aspecto, há até uma boa notícia: os menos persistentes sairão da fila. Esperamos que você continue nela. Ela vai andar. Fique no jogo, pois os melhores jogadores treinam durante as férias.


O lado negativo: sim, vários concursos do Executivo Federal serão adiados. Talvez o seu sonho demore mais um pouco para ser concretizado. Neste momento, você deve fazer a seguinte pergunta: eu estaria pronto para a prova se ela ocorresse nas próximas semanas? Se a resposta for negativa, você ganhou 10 meses para tirar o atraso e se tornar mais competitivo. Se a resposta for positiva, você tem a possibilidade de explorar inúmeras oportunidades, nos âmbitos estadual e municipal, enquanto aguarda o edital de seus sonhos.


O lado positivo: serão suspensos os abonos de permanência de mais de 110 mil servidores. As pessoas que preenchem as condições para se aposentar deixarão os cargos vagos para serem preenchidos oportunamente por aprovados em concursos públicos, o que aumentará, exponencialmente, as vagas a serem ofertadas depois do período de suspensão. Em consequência do cenário econômico, o governo será obrigado a reduzir o número de cargos comissionados, o que abrirá também mais vagas para concursados. O setor privado já enfrenta bem mais dificuldades do que o serviço público. Quem desistir dos estudos para continuar no emprego atual ou buscar outras oportunidades terá grandes chances de se frustrar.


E agora? Com o anúncio feito, vem a sensação de frustração ao estar se preparando para alguma seleção pública. Os concurseiros mais inexperientes, com menor resiliência emocional e esperança diante deste cenário tenderão a desistir, em benefício daqueles que forem resilientes e que enxergam, na medida, uma possibilidade de conquistar a tão sonhada estabilidade. E isso, com certeza, será mais um fator de seleção, que o diferenciará dos outros. Você é o resiliente? Então, foco, força e fé! Continue firme em direção ao seu objetivo, pois as reais conquistas da vida não são fáceis de alcançar!


Bons estudos


Fonte: http://blog.grancursosonline.com.br/nao-tera-concursos-em-2016-verdades-e-mitos-confira-as-mais-de-4-mil-vagas-confirmadas-para-este-ano/



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